A grama estava tão verde, banhada pelo orvalho da alvorada. Era boa a sensação do vento sibilando por entre as árvores, trazendo o cheiro adocicado das flores que estavam em época de desabrocharem. Os pássaros iniciavam suas belas cantigas. Logo adiante, um pequeno riacho, onde a água estava envolta por pétalas soltas das mais lindas flores. Emma sorria, chacoalhando uma das mãos sobre a perfumada água, ajoelhada sobre a grama – ela parecia uma criança alegre – sua mente estava em paz, completamente vazia.
De repente, um forte estrondo espantou os milhares de pássaros sobre a copa das árvores. Eles voaram assustados para bem longe dali. Emma os seguiu com os olhos alarmados, mas logo se voltou ao riacho.
Ela estava contente. Tudo o que estava ali a agradava. Aparentemente, o mundo Lorvinin e o mundo humano eram iguais, porém em meu mundo, tudo era perfeito: dava para sentir todos os aromas, ver todas as cores, respirar o ar puro e perfumado, andar sobre a terra fofa e limpa, nadar sobre as mais cristalinas águas e ouvir a orquestra única e impecável dos incontáveis animais que embelezavam a mata.
Emma se jogou no riacho, deu um longo mergulho, voltando à superfície segundos depois, com o rosto radiante. Ajeitou o cabelo molhado, que caíra sobre seu rosto extremamente branco e logo começou um leve movimento com as mãos – agora ela estava concentrada nas ondulosas curvas que a água fazia, seguindo o movimento delineado por seus dedos.
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| By Nanda Silveira. |
